Realizou-se ontem em Lisboa a Grande Corrida “Vip” que contou com cerca de 3/4 de casa preenchidos.
Lidaram-se toiros da mítica ganadaria de Murteira Grave com apresentação irrepreensivél, destacando-se pela positiva o sexto toiro e pela negativa o quinto da ordem, que saiu debilitado.
Encerram-se em solitário os Amadores de Montemor-o-Novo que pegaram cinco dos seis toiros ao primeiro intento e um á segunda tentiva. Foram caras os forcados, João Pedro Tavares, João Maria Cabral, Pedro Santos,
João Caldeira, João Tavares e José Maria Cortes.
Completou o cartel os cavaleiros Luis Rouxinol, Vitor Ribeiro e Salgueiro da Costa que tiveram actuações correctas, destacando-se das demais a segunda actuação de Vitor Ribeiro.
Os Encantos de Lisboa —»
A Corrida de Toiros —»
Mais uma nocturna na Primeira Praça do País com uma casa quase cheia (3/4 forte) teve mais uma noite agradável.
Com um curro da Prestigiada Ganadaria Murteira Grave com muito boa apresentação e que se deixou tourear, com um terceiro excepcional.
Completava o cartel Luis Rouxinol, Victor Ribeiro e Salgueiro da Costa com o Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo capitaneados por José Maria Cortes.
Luís Rouxinol recebeu o primeiro da noite que tinha uma reunião estranha, nos compridos foi complicado para o equino, levando alguns toques.
Nos curtos o cavaleiro de Pegões preparou os terrenos e colocou os ferros da ordem.
No quarto da noite teve 2 compridos de boa nota e de destacar o terceiro curto, Rouxinol teve a gosto e realizou uma boa passagem por Lisboa.
Victor Ribeiro não começou bem a sua primeira lide, tendo colocado o primeiro comprido muito descaído, colocando curtos de boa nota e em algumas ocasiões teve de ir aos terrenos do toiro mas cumpriu.
No seu segundo teve pouca sorte, calhou-lhe um toiro com pouca força, mas o cavaleiro esforçou-se e fez por cumprir, e por realizar uma lide certa e esforçada.
Salgueiro da Costa notou-se que não está na melhor das formas, na sua primeira lide colocou um primeiro comprido que nos fez pensar o melhor, mas logo de seguida foi a menos a sua actuação, no melhor toiro da noite. De destacar o quarto curto de boa nota.
No último da noite constatou-se definitivamente a falta de forma tendo colocado o primeiro comprido quase na barriga do toiro, colocou a ferragem da ordem com algumas passagens em falso, uma passagem para esquecer.
Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo teve uma noite de glória, tendo pegado cinco pegas á primeira tentativa e uma á segunda.
S. C.
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A visão do ganadero…
Foi, globalmente, uma grande noite de toiros; foi gratificante sentir as ovações que, de saída, alguns toiros ouviram. Senti o público metido na corrida e, sobretudo, nos toiros; senti o respeito que o público manifestou pelas sortes que se executavam aos toiros. Numa primeira análise a corrida teve duas partes bem distintas: a primeira em que os toiros impuseram respeito e seriedade e “pediram os documentos” aos toureiros, e a segunda em que os toiros foram de molde a proporcionarem o êxito aos toureiros.
De realçar que não houve toiros com querenças em tábuas, todos eles tiveram lide. De notar também, a mobilidade dos toiros apesar do enorme tamanho e peso.
1º Triunfador, n.º 32 lidado por Luís Rouxinol: toiro muito sério com uma saída fria, carregou bem depois do 1º ferro; quando chegava à jurisdição do cavalo faltava-lhe humilhar um pouco; apontou, mas não disparou …. Cumpriu a secas.
2º Cabeludo, n.º 40 lidado por Vítor Ribeiro: humilhou bem, mas com o avançar da lide foi ficando tardo, embora pedisse distâncias mais curtas; de qualquer modo, faltou-lhe entrega.
3º Rouxinol, n.º 22 lidado por João Salgueiro da Costa: teve uma saída enraçada a que se seguiram investidas vibrantes; pedia que o citassem e lhe fizessem as coisas com tranquilidade, como devem ser feitas no toureio, mas nada disso aconteceu; de certeza que não se inteirou do que queriam dele… foi pena; às tantas, ficou reservado
4º Vigoroso, n.º 37 lidado por Luís Rouxinol: saída alegre, com muitos pés, emprega-se uma barbaridade nas primeiras investidas; mostra grande nobreza na forma como investe para o cavalo, humilha muito e tem muita mobilidade, galopando com som; perde uma migalha de “gás” e vem um pouco a menos; toiro de êxito, com a lide certa e no timing certo.
5º Capela, n.º 2 lidado por Vítor Ribeiro: toiro com muita qualidade de investida, mas com pouca força; acusou mesmo um problema de pernas que lhe sobreveio durante a lide; deveria ter sido lidado por direito e não dobrado em círculos apertados; quando o cavaleiro se apercebeu disso, já era tarde… Pedia um cite templado, que não apareceu. Mostrou grande fijeza e também muita nobreza.
6º Rabiamala, n.º 39 lidado por João Salgueiro da Costa: toiro extraordinariamente voluntarioso, que suportou dignamente o primeiro ferro nas costelas! Galopou incansavelmente com tranco e classe, não parou de investir desde que saiu à arena. Humilhou muito e teve recorrido nas investidas; foi pena o desencontro… Teria sido um fechar de noite com chave de oiro!
