João Salgueiro da Costa tomou alternativa numa tarde repleta de significado, ante uma praça que fez meia casa, mas com um forte ambiente taurino.
O dia 29 de Maio é o aniversário da alternativa do seu pai, João Salgueiro, que foi o padrinho do jovem cavaleiro da Valada que há uma década estava como cavaleiro praticante, a gerar grande expectativa para este grande dia.
O cartel foi composto, além do pai e filho, por António Ribeiro Telles e João Ribeiro Telles Jr, tendo saído sem tourear à arena o primo de Salgueiro da Costa, cavaleiro retirado António Aleixo.
O curro era de Murteira Grave. Em sorte para a alternativa coube o Pataco, de 500 kg e foi ante este toiro que João Salgueiro da Costa tomou a alternativa, sagrando-se como a nova geração de cavaleiros Tauromáquicos da dinastia Salgueiro.
Poderá não ter sido a lide de sonho, mas o cavaleiro teve uma lide sólida e as bancadas estiveram sempre com ele. Houve dois ferros em particular que deixaram um memória daquilo que o jovem vai trazer-nos às praças.
A tarde foi dos cavaleiros da Torrinha, uma vez que os Salgueiros, nos segundos touros nem aceitaram dar a volta à arena. António esteve muito entregue em ambas lides e João esteve sempre por cima dos touros.
As pegas foram dos grupos de Santarém e Montemor-o-Novo. Uma bastante emotiva para mim, em particular, que foi a última da tarde, por João da Câmara que consumou a pega ao primeiro intento após a brindar ao seu avô, D. Vicente da Câmara, também avô do meu filho Henrique Salgueiro da Câmara, sendo que o cavaleiro João Ribeiro Telles usou a braçadeira de luto pelo fadista falecido sábado, aos 88 anos.
As restantes pegas foram executadas, pelo grupo de Santarém por João Grave à primeira, Lourenço Ribeiro à segunda, Luís Sepúlveda à terceira e recusou dar a volta, António Góis à primeira. Por Montemor, João Romão Tavares pegou à primeira, tal como Francisco Borges, enquanto Manuel Dentinho foi à segunda e recusou dar a volta.

