As jovens promessas do toureio nacional não têm muitas oportunidades para se apresentarem ao público, nem o público as tem para os observar, contudo, Coruche deu a oportunidade aos jovens, mas o público não a aproveitou. Fora os tendidos de dois sectores estarem mal preenchidos, a novilhada de 24 de Setembro representou uma boa manhã de touros.
Parreirita Cigano abriu praça com um novilho de Branco Núncio, tomou o seu entendimento do toiro durante os compridos e pôs-se bem com ele nos curtos, numa lide de muito bom tom, apesar de alguns toques, entre tábuas, na sua montada.
O seu novilho foi pegado por João Pascoal, do grupo de Coruche, ao primeiro intento e de forma limpa.
Seguiu-se em arena Francisco Correia Lopes, bastante bem montado, destacou-se nos curtos, em que dois dos ferros foram de gabarito, cravados ao estribo de alto abaixo.
A pega deste exemplar de António Silva ficou a cargo de Luís Carvalho, também um elemento dos mais jovens do grupo coruchense. Foi uma pega limpa e à primeira.
A pé, estiveram representadas três escolas, tenso sido a primeira a apresentar o seu aluno a José Falcão, de Vila Franca de Xira, estando em praça João Martins, que entrou na vê do seu colega anunciado, João d’ Alva, que toureia num certame onde tem triunfado em Espanha.
Martins recebeu o novilho de joelhos com bons capotazos daí em diante. No tércio de bandarilhas mostrou-se sério e bem posto. De muleta mostrou-se ao toiro e foi apanhado sem consequências. Manteve uma lide coerente e de bom nível, frente a um agradável oponente de Mata-o-Demo.
Seguiu-se em praça Sérgio Nunes, da Academia Campo Pequeno, que mostrou à vontade no capote e presenteou-nos com uma lide elegante num Lopes Branco menos colaborante, mas permissivo, apesar de ter dado uma voltareta ao novilheiro.
Fechámos a manhã de touros com Sérgio Gonçalves, da escola da Moita, que se destacou na muleta, depois de um bom par de bandarilhas por violino. Bem no capote, é no trapo vermelho que se entrega e nos faz disfrutar, sério, a saber baixar a cara ao novilho de São Torcato e a procurar estar sempre com ele, num dos melhores momentos da novilhada que o público perdeu.
Sílvia del Quema
