A corrida de toiros anunciada para ontem em Coruche começou com uma bonita homenagem ao Campino do Vale do Sorraia, com desfile de vários campinos e algumas demonstrações do que é o dia-a-dia destes homens no campo.
Quanto à corrida em si as bancadas apresentaram uma moldura humana a rondar a meia casa fraca.
Sairam á arena um curro de toiros da gandaria de Sobral dispares de apresentação e comportamento.
Se os toiros para cavalo serviram e vinham bem apresentados, já os para as lides a pé foram mansos e justos de apresentação.
Manuel Ribeiro Telles, o último dos clássicos abriu praça com três bons ferros compridos, na colocação dos curtos apesar de abrir um pouco cedo de mais o quarteio deixou alguns ferros de boa nota.
Tomás Pinto teve uma lide mais alegre, recebeu o toiros à porta dos sustos, dobrou-se bem com o seu oponente, andou bem na ferragem comprida, mas foi na curta que chegou as bancadas culminando a sua actuação com os tão apreciados violinos e palmitos da ordem.
Os Amadores de Coruche pegaram os seus dois oponentes à primeira e quinta tentativa.
Luis Vital Procuna recebeu o seu oponente bem ao capote, nas bandarilhas andou desacertado tendo falhado o segundo par e tendo sido volteado no terceiro. Na muleta andou esforçado mas pouco ou nada conseguiu sacar do seu oponente.
Javier Cortes passou por Coruche sem pena nem glória, calhando-lhe em sorte um manso sem lide possivel, o Espanhol andou esforçado, tentou sacar uns passes ao seu oponente, sem grande sorte.
De destacar neste toiro um grande par de bandarilhas cravado pelo bandarilheiro Marinho Figueiredo.
