O Festival do Redondo, em benefício do Fundo de Assistência do Grupo de Forcados da terra, compôs-se de um cartel de luxo para o qual o curro não deu resposta correspondente.
Apesar de não se poder dizer que tenham havido toiros impraticáveis, foram aquém do desejado, tendo sido no toureio a pé, com duas reses de Falé Filipe, que a tarde no Redondo ganhou emoção, bem aproveitada para arte quer por António João Ferreira, quer por Juan Del Alamo.
Ambas lides a pé foram de grande nível, tendo Tó Jó tido o toiro mais íntegro, uma vez que Juan coube-lhe um mais fraco de mãos, o que não impediu um bom momento de toureio, que, contudo, não superou o transmitido por Tó Jó.
A cavalo estiveram em praça João Moura, António Ribeiro Telles, Rui Salvador e Brito Paes, respectivamente com toiros de Romão Tenório, Cunhal Patrício, Herculano Silva e David Ribeiro Telles. As lides foram descomplicadas, mas, de um modo geral, sem emoção, tendo-se destacado Brito Paes e Ribeiro Telles, este último com uma brega imaculada e o seu classicismo, muito Torrinha. Brito Paes, foi, sem dúvida, que marcou a tarde para os cavaleiros, cravando bem, escolhendo bons terrenos e marcando pontos desde a brega.
As pegas estiveram a cargo dos forcados da terra e os vizinhos de Beja. Todas foram consumadas à primeira tentativa, tendo sido de destaque a de André Valero, pelo Redondo. O primeiro touro foi pegado por Carlos Cabral, sendo que por Beja pegaram Francisco Patanisco e Miguel Sampaio.
A meu ver, não fora o toureio apeado, e teria sido uma tarde demasiado fraca para a expectativa do cartel, ainda bem que regressam os matadores ao Redondo.
Silvia del Queme
