O Festival em honra dos 85 anos do Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira praticamente encheu a Palha Branco, com um bom cartel, composto, a cavalo, por António Ribeiro Telles, Luís Rouxinol, Ana Batista, Paulo Jorge Santos e o praticante António Prates; e com os espadas Victor Mendes, Curro Diaz e João D’Alva, que prestou prova de praticante nesta tarde. As pegas ficaram a cargos dos antigos e dos actuais forcados da terra e o curro foi composto por …….
As lides a cavalo passaram, de certo modo, sem história, com António Telles a ter um oponente Casa da Avó complicado, de fraca investida, que não permitiu brilhantismos e apenas uma cravagem correcta e elegante, com a brega clássica da Torrinha que deu uma merecida volta à arena. A pega ficou a cargo do Cabo, Ricardo Castelo, que a consumou à primeira tentativa.
Luís Rouxinol foi quem teve o melhor novilho, e aproveitou-o bem, ligando-se aos tendidos e mantendo um bom ritmo na sua lide de outro Casa da Avó. A pega foi por Carlos Teles, mais conhecido como Cáló, conseguida com muito brio ao segundo intento.
Já Ana Batista teve menos sorte no seu novilho, do mesmo ferro, mas mostrou uma excelente forma a dar a volta por cima a um touro demasiado distraído e que permitia pouca lide. Bruno Casquinha pegou este touro, ao primeiro intento.
O novilho de António Silva coube a Paulo Jorge Santos que se mostrou empenhado na brega e despachado na cravagem. A pega foi fechada à quarta, com um novilho que baixava muito a cara e não deixava Ricardo Patusco fechar-se e os ajudas manterem-no.
Quanto ao cavaleiro praticante António Prates, defrontou-se com um Charrua que lhe permitiu apresentar-nos a sua vontade de singrar nesta carreira, com uma brega forte e cites interessantes para o seu ponto tauromáquico. Diogo Pereira pegou à primeira tentativa com um grande desempenho.
Felizmente o toureio a pé tem vindo a estar em crescendo no nosso País. Não só há mais corridas mistas como também há mais escolas e com mais alunos… Tudo fruto de um trabalho forte e discreto que tem vindo, agora a dar frutos, e que – em grande parte e como já qui escrevi anteriormente – tem um grande contributo dado pelo Campo Pequeno. E Vila Franca de Xira foi daquelas praças onde o toureio a pé nunca foi posto de lado, pelo que é de ressalvar que a tarde deste festival taurino mostrou-nos um reflexo disto mesmo.
Victor Mendes teve o pior astado da tarde, impossível de manso e que não deu lide, no entanto, as bandarilhas colocadas por João Ferreira foram de tal ordem que mereceram ovação de pé na Palha Blanco.
Curro Diaz esteve muito bem frente ao seu Falé Filipe, sobretudo na muleta, onde fez o que queria do novilho, tanto pela direita como pela esquerda, tendo tido direito a duas voltas à arena.
O jovem da Escola de Toureio José Falcão, João D’ Alva esteve muito bem para o seu nível de toureio, reflectindo maturidade no capote, audácia e exactidão nas bandarilhas e com uma faena esmerada até matar, que também executou bem. A sua volta foi acompanhada pela presença do ganadero, Falé Filipe.
Sílvia Del Quema
