As portas da Monumental vilafranquense voltaram a abrir-se para dar oportunidade aos jovens, participando, desta forma activa, na preservação do futuro da tauromaquia nacional. Infelizmente, os aficionados continuam a não corresponder a este apoio à juventude e mesmo com o bilhete da corrida de dia 7 de Maio a oferecer a entrada nesta novilhada de dia 6 e ainda o preço simbólico de 5€ para quem fosse só ver os jovens, não permitiu a que a casa estivesse quase vazia, com um quarto de casa mal cheio.
Tirando este apontamento negativo, a festa foi mesmo festa e houve bons momentos em todas as lides, além da única pega – pelos forcados da terra – ter sido de muito bom nível, realizada ao primeiro intento por Bernardo Lopes.
Francisco Correia Lopes abriu praça, sendo o único cavaleiro da tarde. Teve uma lide regular nos compridos e nos curtos podemos encontrar um jovem que já sabe dar a volta aos problemas que o oponente pode levantar. Sendo que a marca do seu toureio é a do classicismo e o nível com que nos presenteou augura um bom futuro.
Paula Santos, foi a primeira lide a pé da tarde, tendo sido uma de triunfo. Este bem no capote, deixou as bandarilhas para a sua quadrilha e encantou com a habilidade e muito mando já, na muleta. A jovem tem vontade e valor.
Luis Silva teve o pior novilho do lote da tarde, também não agiu no segundo tércio e teve um trabalho na muleta dificultado por um oponente com quem nunca estabeleceu verdadeiramente ligação para mostrar o seu toureio.
João d’Alva teve a lide mais completa, em parte por ter bandarilhado – bem! Apesar de um percalce – mas sobretudo porqe o seu afinco e brio com o capote são notórios, enquanto na flanela tem muito sentido, ligou-se bem com o novilho que não era linear e deixou vários apuntes de bom nível.
Importante era o público corresponder a estas iniciativas aparecendo, ajudaria as empresas a manterem este tipo de aposta e motivaria os jovens verem uma moldura humana mais quente.
Silvia del Quema
