A tarde ventosa que assolou o Cabo da Lezíria dificultou, um pouco, a vida aos jovens que prometem assegurar o futuro da festa internacionalmente.
O IV Certame Internacional de Aulas Práticas iniciou-se com um excelente curro de Engº Jorge de Carvalho, que dos quatro erales apenas um (o terceiro) se mostrou de pior trato, apesar de ter sido suficiente para dar jogo ao novilheiro que mais se destacou na tarde vila-franquense – Jorge Molina, da Escola de Toledo. João d’Alva, da Escola José Falcão, foi outro dos jovens que se mostrou em força para a novilhada, ante o segundo novilho da tarde.
Foram os primeiro e último novilheiros quem menos luziu, apesar de o primeiro hastado a sair dos curros ter sido o melhor. Referimo-nos aos dois alunos da Escola de Béziers, que se apresentaram menos experientes, apesar de Lucas Miñana e Clemente Jaome terem dado bons momentos no capote e terem mostrado como se faz alimón com dois capotes.
As bandarilhas ficaram por conta de João d’Alva, na muleta esteve taco a taco com Molina, que, contudo, deixou-nos muletazos de grande nível para o seu estádio de novilheiro. Porém, a tarde foi ganha, sem dúvida, pelo ganadero, que para a idade dos novilhos se apresentaram particularmente nobres, fixando-se e respondendo bem aos toques, dando aos jovens uma aula prática fabulosa.
Sílvia Del Quema
