
por Pedro Barrona
Praça de Toiros Monumental Amadeu Augusto dos Santos
Cavaleiros: João Moura, Alvarito Bronze, Manuel Lupi e Miguel MouraForcados: GFA do Montijo
Ganadaria: Romão Tenório
Pouca arte e muitas “coisas” que não interessam.Com ½ praça-forte, houve de tudo. Desde toiros sem força, um senhor com alternativa de cavaleiro profissional sem qualquer aptidão equestre para tal, a mordidelas de cavalos, um director de corrida a mandar tocar a música quando não deve, um público que delira com pouco. Um grupo de forcados sem argumentos para um curro de toiros demasiado banal. Enfim, assim vai a nossa festa.
João Moura a abrir praça perante um toiro de 550Kg que se revelou distraído e sem transmissão. Boa brega do cavaleiro de Monforte e destaque para um bom palmo.
No seu segundo um Romão Tenório de 620Kg sem força e uma investida demasiado cadenciada, onde João Moura preparou bem toda a ferragem com uma boa colocação dos ferros. Excelente na brega com o cavalo Estranho. Destaque para mais um bom ferro de palmo.
Alvarito Bronze toureou um manso de 610Kg. Com uma lide ao seu estilo, conseguiu chegar às bancadas com um ou dois ferros de boa nota. Muito pouca noção de lide. Começou com uma ferragem muito dispersa, sortes sem a mínima preparação e pouco correcto na escolha dos terrenos.
O terceiro e quinto da noite, com 600Kg e 575Kg respectivamente, pertenceram a Manuel Lupi. No primeiro toureou de forma lenta a cadenciada. Soube interpretar bem toiro e adaptar-se às suas características. Dois bons ferros ao piton contrário e exímio no remate das sortes.
No segundo após concluída a ferragem dos compridos, foi obrigado a terminar a sua lide por incapacidade física do toiro.
A fechar praça, no espectáculo de Variedades Taurinas, Miguel Moura perante um novilho de 460Kg. Diga-se que brega está no ceio e no sangue da família Moura, foi aí que Miguel Moura “agarrou” o público. Com dois bons ferros com verdade. Terminou com uma mordidelas no toiro com o seu cavalo Descarado.
No capítulo da forcadagem, o GFA do Montijo teve uma actuação pouco convincente.
No primeiro toiro, o cabo Ricardo Figueiredo, mal ajudado consumou à terceira.
No segundo foi solista, Hélio Lopes. De destacar que o toiro era de difícil colocação, mas na primeira tentativa pegar a sesgo sem dar vantagens ao toiro é de uma incapacidade muito grande. Pegou à segunda.
Isidoro Cirne pegou o terceiro da tarde sem problemas à primeira tentativa.
Ricardo Almeida foi escolhido para o quarto. Fechou-se à primeira recebendo bem e não complicando.
O novilho lidado por Miguel Moura, foi pegado por Manuel Bernardino ao segundo intento.
Nota para um facto decorrido durante as cortesias das variedades taurinas, que não posso deixar de realçar.
Como é que um forcado se presta a se esquecer do Barrete nas cortesias? O Barrete, que é o adorno mais importante de qualquer forcado, com uma simbologia única e ímpar para os homens da jaquetas de ramagens. É triste ver este tipo de acções nas praças do nosso País.
