Juro que não queria nada falar nas criaturas outra vez.
Mas que diabo, onde foi que errámos como sociedade para se chegar ao ponto de existirem criaturas que desejam e se regozijam com sofrimento e morte de semelhante?
Nem queria acreditar no estava a ler, no chorrilho de disparates, crueldades que foram escritas aquando do falecimento do Pedro, e agora do Fernando. O que é isto? Já não basta o sofrimento partilhado por todos nós, ainda temos que levar com isto, com gentalha desta?
São estes os que defendem animais e brócolos? Eu adoro animais e como brócolos em nome da linha, e nem por isso tenho autoridade ou falta de coluna vertebral para atacar quem quer que seja. Enojam-me.
Mais, a saber dos ataques que sofremos por parte de gente que cada vez tem mais poder, continua-se a ver uma crescente falta de união, quezílias, guerrinhas tontas cá dentro. Para quê? Se o que é preciso é tomar atitudes?
Eu não sei nada, mas sei o que me incomoda, e incomoda-me que as pessoas prefiram continuar a ser treinadores de bancada, a escrever por trás de um teclado qualquer (ah e nisso somos tão bons!), que a tomar atitudes. E tomar atitudes é do caraças, dá trabalho, e normalmente não se ganha nada com isso.
Não tenho a fórmula mágica para resolver, enfrentar, ou mudar mentes tacanhas, se a tivesse, que bom seria…
Ainda há umas semanas, no Campo Pequeno, antes de começar a corrida, tal era a barulheira, causada por meia dúzia que não deveriam ter sido poupados á educação da quantidade de pessoas que teve que levar com eles. Não entendo como os deixam ficar ali, que gritassem, que ofendessem, mas longe, como bem fizeram na minha terra há uns anos. Eles podem ter liberdade para nos ofender, e nós não podemos jantar ou sequer conversar, ora, esta liberdade, não a entendo.
É sempre bom reunir as pessoas à volta de qualquer coisa, ainda melhor pô-las a pensar e a debater, coisa cada vez mais rara na era Facebook, e todas a redes sociais. Mas é confrangedor pensar que é o dinheiro, interesses, que decidem tudo, sempre e cada vez mais. E é claro que ambos, normalmente, não têm muito bom gosto. Descansa-nos pensar que, apesar de tudo, há pessoas que lutam genuinamente pela festa. Salvam-se alguns políticos e meios de comunicação social. São sempre meia dúzia, mas valem pelos outros todos.
E porque esta vida é um sopro, feita de instantes, mais vale aproveitá-los da melhor maneira, e homenagear em vida cada um dos heróis que fazem parte do mundo da Tauromaquia, sem tretas.
E sem qualquer tipo de pretensão sindicalista, ou nos juntamos á séria e discutimos a Festa, ou estamos a dar espaço para que criaturas como estas cresçam e se tornem significativas, os cobardes…

