A próxima temporada tem já um forte marco: Juan José Padilla retira-se das lides. Entrará o ano com algumas corridas “para se despedir das praças” que mais o marcaram, afirmou numa conferência de imprensa que convocou para anunciar, emocionado, que cortaria coleta em 2018.
Conforme partilhou com todos os meios de comunicação presentes, o toureiro Pirata está ciente de ter recebido muito do mundo dos touros, “muita mais do que imaginei”, disse mesmo. E foi com uma certa satisfação que explicou que quando se decidiu por ser matador de touros e se vestiu “de toureiro a primeira, tinha a certeza que um dia iria despir esse traje”, sabendo que podia ser despido desse “traje maravilhoso” por “um touro, um médico” ou por ele próprio. E agora apenas pede a Deus que lhe permitir que seja realmente ele próprio a despir o traje de luzes.
É, portanto, uma decisão pensada que toma, com base na necessidade de escolher ele o dia de se retirar – sendo que a data e praça ainda não foram reveladas. Mas o certo é que será feito em 2018 e “depois de uma temporada dedicada a agradecer, com toda a força, o imenso carinho, respeito e apoio que recebi, especialmente, nos últimos seis”.
Temos em vista uma temporada para recordar, ou como disse o Diestro, para agradecer, “os 25 anos extraordinários, plenos de sucesso”, apesar de dissabores também terem acontecido. Mas foi “um capítulo inesquecível da minha vida, pelo qual devo agradecer a Deus e a todos aqueles que me ajudaram” e é isso que vai acontecer na temporada de 2018.
E Lisboa estará no percurso de despedida do Matador? A afición lisboeta foi particularmente dura com ele na última corrida que fez no Campo Pequeno, porém, também foi uma arena muito querida deste matador e, sem dúvida alguma, que os aficionados portugueses se entregaram de corpo e alma ao toureio de Padilha. Ninguém duvida que Sevilha será uma das praças onde quererá passar, recordando quando ali saiu pela Porta do Princípe. Só que há várias outras praças marcantes, como a do México, onde lidou um touro indultado, ou de Bilbao, onde fez uma encerrona de Miura… Jerez, sua terra natal, não deverá ser excluída. Em 25 anos de alternativa, aniversário que celebra para o ano, são muitas as praças marcantes.
Depois da superação extraordinária que Padilha teve, reaparecendo após uma colhida em Saragoça, que o privou da visão e da audição do lado esquerdo, o matador jerezano ganhou uma afición extremamente fiel, que certamente estará ainda mais ao seu lado esta próxima temporada.
