João Moura, Ana Batista e António Prates a cavalo, com pegas pelos grupos de Montemor-o-Novo e Évora, e Eduardo Dávila Miura, Juan Leal, Manuel Dias Gomes e Manuel Perera como espadas, foi o cartel dos 10 anos de festival de Vila Boim.
João Moura, no seu tour de celebração dos 40 anos de alternativa abriu praça após ser homenageado, ante um hastado de Romão Tenório que serviu a uma lide correcta e agradável.
Ana Batista teve um oponente de fracas capacidades, de Passanha, tendo ficado por cima do touro, no classicismo que lhe conhecemos.
António Prates lidou um Sommer de Andrade, sem conseguir manter a regularidade desejada, mas deixando momentos agradáveis.
As pegas foram efectuadas, respectivamente, por Montemor pelo moço José Maria Monteiro, ao primeiro intento, por Rui Bento, de Évora ao quinto intento, e a última pega foi conjunta, indo na linha da frente, o forcado de Montemor, Pedro Santos.
Dávila Miura esteve forte ante um Calejo Pires, com o qual se sentiu bem no capote e aprofundou na muleta.
Juan Leal teve o pior do curro, vindo de Passanha, o que levou a organização a ceder o sobrero no final do festejo para compensar o matador francês. E neste último touro, da Sociedade das Silveiras, mostrou excelentes capacidades na muleta.
Manuel Dias Gomes, lidou um Sociedade das Silveiras, de menos a mais e deixou muito boa nota do seu momento em Vila Boim.
Manuel Perera lidou um excelente Manuel Veiga que deu uma justa volta ao ganadero. Aproveitou bem a qualidade do seu oponente e agarrou o público a cada muletazo.
O ambiente taurino de Vila Boim é importante, e a exposição patente na tenda associada ao evento é uma manifestação disso mesmo, apresentando uma evolução do touro na cultura, através dos tempos e de diferentes sociedades e áreas do mundo.
Sílvia Del Quema
