“Nunca sabemos como é perder um grande amor, até acontecer. Fica a desorientação e um silêncio enorme. Foram muitos anos. Muitas corridas.”
Não me quero ver neste “lugar” se algum dia alguma das minhas praças fecha de vez! Não aguento. Mas vou ter de aguentar? Não!
Ás vezes sinto-me a boiar sozinha, fora do meu tempo se me cruzo com mais de meia dúzia de urbanos num dia só.
E esta conversa porquê? Porque ando assustada, e não me tenho por medricas… Aconteceram alguns episódios muito, muito maus…
Nem sei se me atrevo a colocar aqui as coisas atrozes que vi em publicações acerca do estado de saúde do Mestre Bastinhas. Não me atrevo e pronto! Pessoas só a destilar ódio, uma coisa para mim, inconcebível numa sociedade dita “moderna e “evoluída”. Como chegámos aqui? Bolas, na Antiguidade já havia uma coisa chamada “respeito”, quem não quisesse esta linhagem perversa e bacoca de desejar mal ao outro gratuitamente.
E não preciso tocar nos ataques anti por conta do IVA. E vamos ver que consequências terá na realidade, a sua aprovação! Serviu, para nos ver mais unidos, como há muito não se via… e que bom que é!
Poderão servir estes eventos, como um “acordar” e olhar para dentro, observar as entranhas e perceber e tentar mudar o que está menos bem?
Pois que neste meio, de Xicos estamos todos fartos, dos espertos entenda-se. A esperteza a sobrepor-se à inteligência e à justeza, é só feio e mina isto tudo, a Festa.
Devemos tentar perceber porque é que em alguns sítios as pessoas deixaram de ir ás corridas, algumas será por conta de canais de comunicação da especialidade e que bem me ajudam quando não posso ir para fora, será por conta dos preços dos bilhetes? E em relação ás ganaderias? Sem querer melindrar ninguém, que ainda as há e das boas, um sem número delas insiste em exibir orgulhosamente touros gigantes em detrimento de qualidades sim importantes, “trapio” e bravura, e todos sabemos o que isso acarreta, e não é nada de bom nunca.
Só para assustar um pouco, lamento, mas ás vezes é preciso para servir de “abre-olhos”, e porque não consigo esquecer-me da grande Plaza Monumental de Barcelona foi a última praça de touros da cidade de Barcelona. Inaugurada em 1914 com o nome de Plaza de El Sport, imediatamente ampliada e rebaptizada em 1916 com o nome de “Monumental”. De estilo neomudejar e bizantino, linda linda, 19.582 lugares. A última praça onde em 2012 se celebraram corridas de touros na Catalunha. E agora está confinada a espectáculos musicais e circenses?
Isto não é nada…
Barcelona… vá lá, compreende e aprende, a Tauromaquia é uma forma de fazer cultura, a mais nobre de todas por sinal. E de pensar e sentir. E claro, eles, os anti andam aí, e claro que o mundo se renova e mesmo que dê um passo atrás, esperamos que seja para ganhar balanço – mas algumas coisas nunca mais voltam a ser as mesmas. E é disto que tenho medo. E não vale a pena inventar. E não vale a pena empurrar os problemas com a barriga e fingir que não existem.
Mesmo os optimistas doentes a roçar o tonto – como eu, se comovem com uma pausa na modernidade, não “evoluir” tanto, se é que me faço entender.
Ás vezes fica-se sem palavras, e nem é por ser uma catástrofe, a vida pode ser uma calamidade, mas por todos encolhermos os ombros. Já sabemos que é assim, acomodamo-nos já sabemos, mas não deveria.
Entretanto, e para rematar com temple,
Umas Boas Festas a todos!!!

