O cartel da passada quinta-feira, contou com a presença de três dos nossos melhores cavaleiros da nova geração. Esperava-se um cartel de competição e assim foi, resultando mais exitoso o benjamim desta noite. Luís Rouxinol Júnior.
Luís Rouxinol Júnior, lidou o terceiro Murteira Grave da noite, com 495kg, ao qual recebeu com uma extraordinária porta gaiola, cravando eximiamente o primeiro comprido e o segundo cravou de alto.
Na ferragem curta, optou por sortes frontais bem rematadas e terminou com uma rosa muito aplaudida. É de destacar também a brega a duas pistas, muito bem realizada.
Perante o sexto touro (555kg) tivemos mais toureiro que touro.
O cavaleiro andou melhor na ferragem curta, principalmente na quinta bandarilha a qual recebeu ao estribo dando primazia ao touro.
Nas últimas duas bandarilhas, tentou o violino mas o touro não permitiu, tendo cravado de frente, até que por último conseguiu cravar em violino.
João Ribeiro Telles, destacou-se mais na primeira atuação que na segunda. Resolveu a primeira, optando por desenhar sortes frontais ao oponente com 502 kg.
Na segunda atuação, optou maioritariamente por batidas fortes ao piton contrário, algumas vezes não tão ajustadas como nos tem habituado, ao Grave com 560kg. Por sua vez, a brega foi bastante vistosa em ambas as prestações.
Francisco Palha, viu o seu primeiro a ser devolvido. Como tal lidou o segundo do seu lote em seguida. Teve com este Grave (560kg) uma lide discreta, cravando de frente, os ferros da ordem.
Ao lidar o touro sobrero (568kg) Palha cresceu na lide; ainda que tenha tido algumas passagens em falso, evoluiu ao longo da lide e destacou-se no quarto curto marcado ao piton, assim como no sexto curto, cravado em igual sorte. Vistosos remates em todas as sortes.
Sobre as pegas destacou-se o Grupo de Forcados de Coruche com o cabo José Macedo Tomas a dobrar Miguel Barbosa, consumando à barbela; João Ferreira à quarta tentativa e António Tomás à segunda.
Pelo Grupo de Forcados de Santarém, Lourenço Ribeiro à primeira, Joaquim Grave à quarta e a bronca da noite na pega do quinto touro, que partiu um piton ao investir na trincheira e a pedido do cabo, o diretor de corrida permitiu uma pega de cernelha. A parelha de cernelheiros entraram e nada fizeram, passando sem autorização para uma pega de caras… Lamentável situação.
Há que respeitar a nobreza do Touro Bravo e pegar um touro diminuído; lesionado é um desrespeito para o Touro e para a sua Bravura…e mais grave ainda, quando esta atitude parte, do Grupo de Forcados mais antigo de Portugal!!! Afinal onde ficou o respeito pelo elemento primordial da Tauromaquia!!!
Como aficionada e estudiosa deste tema, exijo respeito pela nobreza do Touro Bravo!
Sónia Batista
