Ah e tal, salvem o Planeta, crise de valores, blá blá blá, eu cá para mim, valores já eram, e tudo se desmorona quando vemos que um perfume de uma actriz conhecidíssima com uma essência que nem me atrevo a dizer qual é, esgota! Isto é muito fora de tudo…
Há quem defenda, mas isto é completamente abafado, que onde começa o problema do ambiente é no excesso de pessoas. Se calhar.. e de parvas e extremistas então, que dizer…E que fazer agora? Não se pode andar por aí a escolher quem vale e quem não vale, mas podemos pensar e bem, no que queremos para nós!
Por falar no que queremos ou não, parece que ser Coach está na moda, e traduzido á letra, significa treinador. Mas a esta palavra hoje em dia, associa-se um género de mentor, quase Guru, ele os há para todos os gostos, Coach de desporto, Coach feminino, etc.. Apenas a poucos reconheço mérito e experiência para tal. Como se ensina a ultrapassar obstáculos, ser resiliente, se na verdade nunca se teve que lidar com isso?
E a propósito disto, e nunca me tinha atrevido a sequer tocar no seu nome, quer dizer, como se fala num Ser maior que tudo o que se conhece?
O Grande Nuno Carvalho “Mata”, esse sim, merece toda a nossa admiração, respeito e atenção! Não sei como o faz, mas faz, anda para a frente, luta, resiste e ensina! Sabe que a vida não é só mimo, mas também arte, sonho, mistério, qualquer coisa de inatingível que só ele sabe.
Ele sim, pode e deve mostrar como se faz… E dia 11 de Abril vai ser devidamente homenageado na Amareleja com uma corrida mista, mais destes eventos por favor!
O resto dos pseudo-coaches reduz-se a frases feitas, coisas que adoro portanto. Se calhar precisávamos de Coaches Taurinos, quem sabe? Digo eu, que não tenho curso nenhum ou workshopzinho da moda.
Tempos em que uma “corrente” decide que os animais supostamente criados para nos darem bifes, salsichas etc, são animais de estimação, aumentam pegadas carbónicas e mais não sei o quê, e que os que comem carne e que gostam de toiros então, não são nada fixes e são para tratar a pontapé.
Meu querido Foie Gras, tanto que eu te adoro, mas parece-me que estás por um fio.
E já nem falo da lógica ilógica dos IVA’s ou sequer da falta de cuidado em vida, quanto mais equacionar o fim programado da mesma, como, por decisão de quem?
Estamos perante a ruptura de vários serviços e estruturas essenciais á nossa sociedade, á recorrente falha do sistema, na educação, na saúde, em quase tudo, e nem toco no meu querido interior sem acesso a quase a nada, completamente esquecido. Mas não, toiros é que incomoda e é urgente, e é politicamente incorrecto referi-lo ou ser aficionado.
Nunca percebi isto, e por isto passo a vida a fazer perguntas desconfortáveis (sem perguntas e, às vezes, um pouco de desconforto, não se abre a pestana) e fico feliz por o “nosso mundo” começar a pensar nisso sem as bocas alarves que ouvi a vida inteira, acompanhadas de piadas de caserna.
Já levo uns anos desta vida a pregar certas coisas, entre elas, o velho hábito de nos acomodarmos com tudo é uma delas! Dá trabalho, se calhar não ganhamos nada com isso, mas eu ainda acredito em causas maiores! E uma delas, é a Tauromaquia! Não tendo nadinha contra ficar de braços cruzados, só acho parvo, muito parvo!
Alguns deles até entendo, têm mais que fazer e sem se ganhar nada, fica difícil lutar por alguma coisa, fica um género de voluntariado. Mas nunca foi a minha cena precisar de ganhar dinheiro para saber o caminho – embora, por outro lado seja versada em opinar e dar palpites, sobre os quais posso, aliás, dar palestras.
Já dizia Beckett: não importa, tenta outra vez, falha de novo, falha melhor! E a inquietude perante as coisas e o mundo será das melhores formas de falhar…
Isto para dizer que fico feliz por ver muitos, já a gritar aos sete ventos sem medos, que gostam de toiros, e deixar de ser das poucas chatas do costume e de serviço que traz de temas desconfortáveis á baila.
A “nossa arte” reúne três qualidades únicas, e são precisamente as que me são mais caras: independência, beleza e liberdade. Sendo a beleza entendida como a justeza das coisas, o amor ao certo e ao justo e ao verdadeiro.
Adoro o promissor futuro, onde ninguém se mete com a nossa paixão!
E até lá, vamos todos ao Campo Pequeno dia 29 deste mês, enquanto ainda podemos, provar que extremistas são os outros!
Ester Tereno
