Nem sempre a tradição é o que era, e a corrida nocturna de 6 de Agosto nas Caldas da Rainha teve um temperatura amena, que nem a um casaquinho de malha obrigava, quanto mais aos habituais polares!
A corrida em si, foi tão amena quanto a noite, menos para a cavaleira Soraia Costa, que se deparou com a ‘rolha’ do curro de Canas Vigoroux.
A jovem amazona nortenha não tinha oponente para ter uma lide com qualidade, mas é importante alguém ver que não é só com os touros prestáveis que se mostra a capacidade taurina. E Soraia lutou com os arreões e ultrapassou o facto de se adiantar à montada e deu a volta às investidas curtas e saídas apenas para fazer mal. Obteve música numa lide a raiar o impossível, mas da qual nunca desistiu.
Quem abriu praça foi Sónia Matias, que não tem sido assídua nas praças ultimamente. O touro que lhe coube em sorte foi complicado, pois tinha pouca investida e era retraído. Fechou com dois violinos num touro que já não tinha nada mais para dar.
Ana Batista teve das melhores lides da noite, com classicismo e classe, lidou o seu Canas que foi indo de mais a menos, mas permitiu que a cavaleira ribatejana tivesse uma brega vistosa e sortes bem rematadas.
Parreirita Cigano esteve diante um imponente Canas e conquistou o público a alegria transmitida pela sua lide.
António Telles Filho, mostrou a sua escola da Torrinha a cada ferro que cravou e deixou um bom registo na praça que comemorava a subida de escalão do clube de futebol local.
Tristão Ribeiro Telles Queirós apresenta uma evolução muito positiva do seu toureio, apesar de não ter tido um novilho fácil, teimando numa sorte frontal até a atingir, mostrando a sua raça.
As pegas estiveram a cargo dos grupos de Montemor e das Caldas. O primeiro grupo fechou-se sempre ao primeiro intento, com os caras José Maria Pena Monteiro, João Vacas de Carvallho e Vasco Carolino. O grupo da casa teve como forcados da cara, António Apleton, que se fechou à segunda tentativa, Lourenço Palha, que pegou à primeira após duas tentativas de Duarte Manoel, e Joaquim Lino à terceira tentativa.
Sílvia Del Quema Vinhas
