Alegrem-se os amantes do cavalo, tem hoje início a XXXVIII Feira Nacional do Cavalo na Golegã.
Em Lisboa, Vila Franca, Moita, Montemor, Santarém e por aí fora não se fala de outra coisa; quem vai à Golegã, quando vai, se fica, se volta, enfim… É o entusiasmo habitual desta época do ano, para quem vai comprar, vender, desfilar, jogar, expor ou apenas visitar este acontecimento anual.
Este é sem dúvida um evento de oportunidades, e desengane-se quem julga que tudo se resume a comprar e vender cavalos. Neste certame dedicado ao cavalo, ou não estivesse fundida nesta feira uma outra; a Feira Internacional do Cavalo Lusitano, está muito presente a vertente artística, onde talentos de diversas áreas expressam das mais distintas formas a sua visão sobre este esbelto animal. Haverá lugar a exposições de pintura, mostras de fotografia, apresentação de livros e outras actividades que vêm comprovar que há muito esta feira galgou os limites agrícolas da sua essência.
Em paralelo todo o trabalho “invisível” de uma organização conjunta, prepara uma pluralidade de actividades que visam dinamizar todos os ramos de acção inerentes à existência do cavalo, como sejam congressos e outros fóruns de âmbito veterinário, o desporto aqui representado pelo Horse Ball – Open e pelo Tennis Open, há também lugar a uma grande diversidade de concursos entre os quais saltos, dressage e atrelagem, não esquecendo as comemorações e as cerimónias de atribuição de prémios a alguns exemplares, e como não poderia deixar de ser o programa conta ainda com o tradicional cortejo dos Romeiros de S. Martinho.
Por estes e outros motivos esta feira recebe anualmente milhares de visitantes, na medida em que consegue conjugar uma vertente comercial e com uma perspectiva cultural, tudo enquadrado numa óptica de recreio e divertimento.
São onze dias de feira, mas muitos mais são os de preparação e arrumação, são centenas se não milhares de pessoas envolvidas neste acontecimento com impactos na agricultura, construção, turismo e outros sectores, o se traduz desde logo num estimulo para a região e num impulso para a economia nacional.
Há que visitar a Golegã, há que colaborar com este tipo de iniciativas e incentivar o que se faz de melhor no nosso país, há que enaltecer as nossas capacidades de bem-fazer associadas à fama que temos de bem receber, sim porque se esta é uma feira a cheirar a festa e se esta festa é para nós um forte atractivo, para “nuestros hermanos” está cada vez mais assinalada na agenda, e claro; quantos mais clientes….melhor!
AÍ ESTÁ, COMEÇOU A FEIRA DA GOLEGÃ
