
Foi com casa esgotada a fazer lembrar uma noite de Verão que se assistiu á Inauguração da Primeira Praça do País.
Cartel: Rui Fernandes, Diego Ventura e Marcos Tenório com as pegas a cargo dos Amadores de Lisboa e Alcochete e um curro de Murteira Grave.
Na estreia da Temporada Lisboeta Rui Fernandes recebeu um Trombudo de seu nome a revelar pouca força logo no início da sua lide. Em ambas as lides o cavaleiro usou vezes demais o recurso ao piton contrário alguns deles desajustados e a falhar o oponente.
Diego Ventura não conseguiu alcançar o brilho que com certeza desejaria na sua estreia esta temporada por terras lusas. O seu primeiro oponente de nome BIENVENIDO (mesmo a calhar) o rejoneador praticou o rejoneo que lhe já é característico e que consegue cativar e agradar o seu público, que, se diga de passagem apesar de os toiros que lhe calharam em sorte não se revelarem os mais indicados para o seu rejoneo conseguiu sem muita emoção é certo, mas satisfez os aficionados da Capital. Protagonizou alguns momentos de maior emoção na segunda lide com o Distinto.
Marcos Tenório ofereceu uma primeira lide com sentido e labor de destacar o primeiro e segundo curto a citar de longe e com uma boa reunião, finalizou a sua lide com dois palmos de violino e mais um par de curtos que fechou com o salto do cavalo tão característico de seu pai. Na última da noite com um oponente parado fez o que pode mas num tom já diferente da sua primeira lide.
A noite da forcadagem revelou-se mais fácil que o esperado tendo todos os intentos sido protagonizados ás primeiras tentativas por ambos os Grupos.
Tivemos um curro Murteira Grave bem apresentado com pouca transmissão e falta força, parados mas alguns serviram, mas não deram brilho á Noite de Festa.
S. C.
