
Sábado, dia 9 de Julho, foi dia de festa em Dundalk , Elio Leal Ganadero da Ganadaria ( Sol e Toiros ) escreveu em letras de ouro e ao ver o seu sonho realizado,ao inaugurar a sua praça , Baptizada com o nome de Monumental Vítor Mendes, em honra do toureiro português do mesmo nome – o qual esteve presente para assistir e participar na corrida inaugural –esta praça tem quase as medidas de Angra do Heroísmo e foi considerada pelo matador como uma obra “magnífica”, merecedora do título de Monumental “em qualquer parte do mundo”.
Concluindo investimentos de vários milhões de dólares para que fossem conseguidas as necessárias condições, licenças, animais e instalações para a prática de corridas de toiros no Canadá. Perante cerca de 3000 espectadores , Vítor Mendes cortou a fita de inauguração da praça com o seu nome.
Antes de se dar início às cortesias, foram homenageados o cavaleiro Rui Santos, pelos 10 anos de alternativa, assim como o rabejador José Manuel Martins, do Grupo de Forcados da Califórnia, que se despediu
nesta corrida após 35 anos de actividades. Com todo o elenco da corrida
em praça, as cortesias fizeram desfilar perante o público os cavaleiros Rui Santos, Tiago Pamplona e João Pamplona, os matadores Vítor Mendes e Nuno Velazquez (que substituiu Villaverde Martin) , os bandarilheiros António Rodriguez, Mário Teixeira e José Luís Leonardo, e os elementos dos grupos de forcados da Califórnia e do Canadá, capitaneados respectivamente por Jorge Martins e Henrique Palmela. Durante a corrida, os três cavaleiros tiveram um bom desempenho, todos pela mesma linhagem, com dois toiros cada para Rui Santos e Tiago Pamplona e um para João Pamplona. Os três deram volta à arena após as suas actuações,
acompanhados dos forcados que pegaram os toiros. Numa demonstração da pega bem à portuguesa, o Grupo de Forcados da Califórnia pegaram Jorge Martins Júnior, Manuel
Cabral e Mike Lopes que pegaram os respectivos toiros à primeira tentativa.
Pelo Grupo de Forcados do Canadá Nelson Mendes conseguiu a sua pega logo à primeira, feito que Steven Mendes não conseguiu, sendo Nathan Gorse então a pegar o toiro. Com sete toiros lidados nessa
tarde, o único manso da noite saiu ao matador Vítor Mendes, que logo no capote teve de usar de toda a sua mestria para conseguir sacar umas boas verónicas e chicuelinas. Depois de um tércio de bandarilhas
para o qual convidou Nuno Velazquez – que retribuiria o convite ao diestro durante a sua actuação – Vítor Mendes tentou então ligar faenas,mas o toiro parava-se e dava tarrascadas, procurando o vulto, bem como o refúgio as tábuas. Numa demonstração dos méritos que lhe valeram ser figura titular no mundo tauromáquico, o matador revelou a sua grandeza conseguindo sacarlhe bons derechazos, rematados de peito, antes do animal se apagar. Melhor sorte teve Nuno Velazquez já que o toiro que lhe saiu apresentava melhores qualidades, permitindo-lhe mostrar a sua técnica com o capote, com boas verónicas rematadas
com meia, enquanto que com a muleta lhe sacou uma série de derechazos, rematados com passes de peito e molinetes, bem no centro da arena, o que lhe mereceu fortes ovações. A elevada qualidade do elenco artístico bem como do balanço dos animais toureados –
três dos quais, em particular, podiam ter sido lidados em qualquer parte do mundo taurino tradicional – produziu um espectáculo de alto nível que coroou de sucesso a inauguração desta praça Monumental
Vítor Mendes está assim de parabéns a aficcion Portuguesa no Canada.
