Numa novilhada é sempre penoso dizer que houve um triunfador: as experiências são diferentes, a rodagem é diferente, há muitos factores a pesar para se poder comparar os toureiro que estão na fase mais complicada da sua carreira, que é a fase do lançamento. Mesmo assim, atrevo-me a dizer que entre cavaleiros e toureiros, o que melhor me soube ver foi João d’Alva da Escola José Falcão.
O jovem mostrou técnica forte no capote, executou bem o tércio de bandarilhas e não desperdiçou o melhor novilho da tarde – de Falé Filipe – durante o último tércio. Paula Santos esteve de parabéns na sua toreria, um vector que não se pode descurar no processo de aprendizagem desta arte. Lidou um Mata-o-Demo que era o sobrero, depois de dar alguns capotazos ao seu touro, que estava lesionado numa mão. A sua bravura a receber à porta gayola o touro, a facilidade de se ligar ao touro na flanela, tudo contribui para uma boa lide. Luís Silva é que consegue preencher melhor o tércio de bandarilhas, apesar de estar taco-a-taco com João d’Alva nesse campo.
A cavalo, Francisco Correia Lopes lidou um Pinto Barreiros com o qual levou algum tempo a ligar-se, mas que resultou numa lide em que se impôs com boa cravagem. Enquanto Manuel Oliveira, lidou um Mata-o-Demo com o qual interagiu bem desde os compridos aos curtos, mostrando, tal como Correia Lopes, uma boa técnica na cravagem e esforço para ser notória a sua classe.
As pegas foram executadas pelo Grupo do Aposento da Moita, a primeira por António Ramalho e a segunda por João Gomes, ambos no primeiro intento.
Sílvia Del Quema
