
O lançamento da edição de que sou o autor, terá lugar no Museu Nacional dos Coches, dia 30 de Setembro às 18h30, em presença de Sua Excelência o Senhor Secretário de Estado da Cultura. Muito honrado ficaria com a indispensável presença de V. Exa.
Pareceu-me que o delicado momento tauromáquico actual aconselhava a que se publicasse um trabalho minudenciado, lembrando que as festas de touros em Portugal são tão antigas como a nacionalidade, recordando que elas evoluíram com a cultura, e mostrando que sem Tourada se extinguiria uma tradição histórica, multissecular e única no mundo, tradição essa que nos distingue dos outros povos e que contribui para evitar a globalização dos costumes. Sem esquecer que na ausência de corridas de touros, desapareceria também o maior animal selvagem da Europa.
A única pretensão do meu escrito é a de rememorar e ajudar a manter viva uma tradição portuguesa que não podemos permitir que se perca, mostrando a evolução da festa de touros portuguesa através dos tempos e lembrando muitos dos artistas que nela se notabilizaram.
Também julgo necessário dar a conhecer a Tourada àqueles que, nacionais ou estrangeiros, se podem interessar por um espectáculo impar no mundo e que reflecte a nobreza da alma lusitana. A corrida de touros portuguesa evoluiu com a cultura, deixando há muito de ser um espectáculo bárbaro. Divulgá-lo ao mundo é certamente uma forma de mostrar a excelência da nossa sensibilidade e personalidade, e uma maneira de realçar a qualidade do povo português. Além de que, devidamente publicitada, a Tourada pode representar um grande atractivo turístico, de que temos a exclusividade.
