Duarte Pinto, Luís Rouxinol Júnior e António Prates, para touros de Fernandes de Castro, e uma forte competição dos grupos de forcados do Ribatejo, Tertúlia Tauromáquica do Montijo e Amadores do Montijo, foi um cartel que resultou numa boa tarde de touros à qual o público não compareceu, estando a casa a um quarto.
Os touros complicaram o trabalho dos valorosos forcados de todos os grupos. Mas a escolha do premiado com o troféu para melhor pega foi unânime: João Paulo Damásio, que protagonizou a última pega do dia, pelo grupo dos Amadores do Montijo.
Pelos Amadores do Ribatejo foi à cara Dário Silva, que pegou à primeira tentativa; e João Oliveira que se fechou com o touro ao quinto intento.
A Tertúlia Tauromáquica do Montijo fez oito tentativas para pegar o segundo Fernandes de Castro da tarde, optando Luís Carrilho e Manuel Cabral por executarem uma cernelha a este hastado. Foi também Luís Carrilho quem voltou à praça para nova pega, ao quinto da tarde, pegando ao segundo intento.
Os Amadores do Montijo enviaram à cara, Hélio Lopes, que pegou à terceira tentativa, e foi com João Paulo Damásio, que fecharam com chave de ouro o Concurso de Pegas José Coisinhas.
A cavalo ninguém pode dizer que não tenha havido um grande momento em cada um dos touros lidados, apenas houve estilos diferentes e também reses de diferente jogo.
Duarte Pinto mantém a sua classe e estilo, ficando bem por cima dos touros, em especial no último que lidou e que era mais reservado para a lide, mas a quem o cavaleiro de dinastia soube dar a volta com cravagem correctas, clássicas e brilhantemente executadas.
Rouxinol Júnior esteve com ganas em ambos touros, sentia-se em casa e em competição com a revelação que é Prates e com o singrado Pinto. Cravou com emoção e precisão, está num grande nível e isso ficou bem patente nesta praça.
António Prates manteve o elevado nível que apresentou em Vila Franca de Xira, na semana anterior, teve uma boa ligação com os tendidos e arrebatou a Amadeu dos Santos sem esforço, com cravagens de risco num estilo que se firma no classicismo alegre.
Sílvia Del Quema
