O cartel de abertura da temporada lisboeta levou ao Campo Pequeno aficionados que deu para lotar cerca de três quartos de casa.
Após um interregno de 15 anos a mítica ganadaria Palha voltou a Lisboa, com um curro bem apresentado e com motivos de interesse,
apenas o quarto da noite borrou a pintura, tendo os outros cinco servido no geral, com destaque para o quinto da noite.
Abriu praça João Moura, que teve uma passagem modesta por Lisboa, no primeiro deixou a cravagem comprida acertadamente, e nos curtos recreou-se mais na brega muito ao seu estilo. Neste primeiro toiro os bandarilheiros interviram em demasia.
No segundo calhou ao maestre de Monforte o pior toiro da noite, andou esforçado, mas não alcançou o triunfo que pretendia.
Luís Rouxinol, triunfou e triunfou forte. São 25 anos de carreira sempre a subir à custa de muito trabalho e toureando quase tudo o que lhe propõem, não é sabido que o cavaleiro de Pegões tenha alguma vez negado-se a tourear alguma ganadaria.
Se no primeiro andou bem tanto nos ferros compridos como nos curtos, no seu segundo abriu o livro frente ao melhor toiro da noite, e meteu a primeira praça do país em alvoroço. Andou bem na brega como na cravagem, deu duas voltas ao ruedo e acabou por ser o triunfador da noite, ganhando direito a mais um contrato para actuar naquela praça.
Rui Fernandes abusou dos quiebros e com isso acabou por deixar fugir o triunfo absoluto. Na primeira lide andou um pouco irregular. Na segunda lide conseguiu melhores momentos, apesar de continuar a abusar nos quiebros deixou alguns ferros de boa nota.
Em relação ás pegas pelos de Santarém pegaram João Brito e João Torres à segunda e João Goes à primeira.
Pelos de Lisboa o cabo Pedro M. Gomes à primeira, Bernardo Patinhas ao terceiro intento e João Lucas dobrou Pedro Gil à terceira tentativa.
S.C.
