O Conselho Constitucional francês tomará hoje uma importante decisão quanto ao futuro da tauromaquia no país.
Em causa está a constitucionalidade da lei que autoriza a realização de corridas de toiros no sul de França, à excepção do que acontece na maior parte daquele Estado europeu.
A questão foi suscitada em Tribunal pelos “defensores dos animais” numa tentativa de desviar as atenções e de demover a intenção do anterior Governo na decisão que este havia tomado em Abril do ano passado, de inscrever a tauromaquia como Património Cultural Imaterial (por impulso de Nicolas Sarkosy).
Num país em que cerca de 2,5 milhões de pessoas assistem anualmente a corridas de toiros, onde existem cerca de 35 ganadarias (a maioria na Camarga) e 4 escolas taurinas, a questão de fundo levantada não deverá ter provimento já que apenas estão em causa a ininterruptibilidade das corridas de toiros nalgumas localidades e a amplitude do conceito de tradição taurina, que legitimam a sua existência.
Apesar das decisões desfavoráveis nos tribunais de primeira instância, o advogado dos “animais” declarou que no caso de voltar a ver negado o provimento ao recurso pelo Conselho Constitucional é sua intenção recorrer ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
