“Toiro do Triunfo” foi este o tema do último colóquio organizado pela Associação Grupo de Forcados Amadores de Montijo e o Musical Club Alfredo Keil, em mais uma noite de interessante tertúlia taurina, desta feita foram oradores os representantes das Ganadarias S.Torcado e Pinto Barreiros, Joaquim Alves, pelas Ganadarias Ribeiro Telles e Vale Sorraia, João Telles, João Santos Andrade com a Ganadaria Prudêncio, Samuel Lupi com as Ganadarias de Rio Frio e José Lupi e por fim Pedro Canas Vigouroux a representar a Ganadaria Canas Vigouroux, como moderador José Caceres.
A noite começou com uma breve descrição por parte dos senhores Ganaderos das suas próprias ganadarias, os seus encastes, o número de vacas e a sua forma de tentarem e chegar no seu entendimento ao seu toiro do triunfo.
Samuel Lupi na Ganadaria de Rio Frio com encaste Parladé e na José Lupi com encaste Murube conta neste momento com cerca de 100 vacas de cada e lida por temporada cerca de 60 toiros repartidos em toiros e novilhos. Para si o seu toiro do triunfo tem de ter obviamente certas características morfológicas que aprecia particularmente como, pescoço comprido, bem rematado e claro com bravura.
Joaquim Alves com a Ganadaria Pinto Barreiros, a Ganadaria Mãe de quase todas as ganadarias, tem neste momento cerca de 150 vacas, em que objetiva os seus toiros com mais mobilidade e classe. No que toca á Ganadaria S.Torcado tem cerca de 120 vacas com encaste Simão Malta e aposta mais na transmissão e classe, perspectiva para a temporada 2013 já cerca de 11 corridas contratadas entre o seus dois ferros.
João Santos Andrade com a Ganadaria Prudêncio desde 1923 com casta portuguesa ribatejana, por volta dos anos 30 a 32 com semental Parladé, no ano 1975 fez uma remodelação em que inseriu semental Urquijo com sangue português tem no presente cerca de 110 vacas oriundas de Campos Pena e Murube. Obvio que o toiro ideal persiste numa procura constante de um toiro bravo e que cada um tem a sua própria definição do seu toiro, trapio, apresentação, nobreza, poder e mobilidade ou seja uma harmonia de todos estes elementos.
João Telles apresentou-se como amante do toiro bravo mas sempre se sente toureiro e na sua perspectiva o seu toiro é para o toureiro. A Ganadaria Ribeiro Telles com encaste Domeq tem cerca de 120 vacas e tem mais em linha o toureio a pé, Vale Sorraia a linha que segue é o toureio a cavalo pelo que só tenta a cavalo e pretende um toiro que divirta o público.
Pedro Canas Vigouroux sendo a Ganadaria mais jovem com cerca de 20 anos tem como encaste António Cabral Ascenssão e conta com cerca de 100 vacas, 12 Simão Malta e cerca de 20 na linha Jabonera, o toiro que gosta é um toiro que siga o seu oponente. Tem determinação e aposta sempre primordialmente nos valores altos das suas vacas em tenta onde se considera bastante exigente. Acredita na emoção e perigo e que á mercado para o seu toiro, facilita boas montadas para ultrapassar os seus toiros e que no final os toureiros sentem mérito pela lide prestada aos seus toiros.
Em modos de finalização é realmente um setor da festa em que prevalece o mistério e talvez uma magia, penso que todos sentimos que a frase “ os toiros são como os melões, só depois de abertos é que se sabe se são bons” faz todo o sentido, mas penso ser esta incessante procura do toiro bravo que estimula-nos a todos nós andarmos de praça em praça á procura do momento magico em que tudo resulta em perfeita harmonia e testemunha-mos a lide perfeita a faena perfeita e a pega perfeita.
