A desmontável que não são do seu posto voltou a receber o tradicional festival de Vila Boim, a favor da paróquia local. Novamente tivemos um espectáculo que não entristeceu ninguém, com bonitos momentos a cavalo e o triunfo a chegar pelo toureio apeado, e pegas de bom tom. Assim se resumiu a tarde cheia de ambiente taurino e casa cheia na raia alentejana.
Francisco Cortes abriu praça e recebeu em grande estilo um dos novilhos graciosamente cedidos para este festival, um Santiago que se prestou bem à lide.
Francisco Palha teve o realce na cravagem dis curtos, tendo a lide mais coesa da tarde frente a um Passanha.
Joaquim Brito Paes lidou um Canas Vigoroux pouco colaborante e andou desencontrado do seu oponente.
As pegas, a cargo dos elementos mais jovens dos grupos de Évora e Aposento da Moita, foram à consumadas por João Maria Caeiro, de Évora, João Gomes, pela Moita, e novamente por Évora mas numa pega com quatro elementos de cada grupo, pegou, à segunda, Rui Bento.
Caeiro, também pegou à segunda tentativa e Gomes foi a única pega à primeira.
El Cartujano foi o primeiro matador na arena de Vila Boim tendo estado entregue e agradável com o seu oponente de Calejo Pires.
Seguiu-se-lhe Juan Leal que apresentou uma lide extremamente coesa, num novilho de Mata-o-Demo, tendo sido de destacar o seu trabalho no capote.
A tarde foi de Manuel Dias Gomes, que lidou outro Calejo Pires, dando ao público muita estética e categoria, tendo a faena sido equilibrada e dando a desfrutar o seu estilo na muleta, de risco e sobriedade.
Fechou a tarde, Carlos Dominguez, com um Núncio, tendo sido quem encontrou mais dificuldades na lide.
Uma tarde de touros que não desagradou a ninguém e cumpriu uma tradição de fecho de temporada.
Slvia Del Quema
