Não é o primeiro título sobre tauromaquia a tentar a saída pela porta grande em Espanha.
Depois de grandes sucessos como “Sangre y Arena” (sobre El Espartero) ou “Matador”, vem agora “Manolete” apresentar-se no grande ecrã, depois de seis longos anos de espera desde a sua produção.
O filme de 2008 produzido em Espanha por Andrés Gómez tem a duração de 92 minutos e teve um custo de realização de 28 milhões de euros – que o converte numa das produções espanholas mais caras de sempre.
Com custos de produção avultados e vários impedimentos à sua apresentação (cuja primeira data prevista coincidia com o 60º aniversário da morte do diestro), o filme chegou ser mesmo apodado por “pelicula maldita” esperando-se agora ter afastado definitivamente a “mala pata”…
Contando com Adrien Brody no papel do malogrado matador e Penélope Cruz no papel da sua amada Lupe Sino, conta ainda com nomes do toureio como Espartaco e Cayetano Rivera e aprofunda os últimos anos da vida de Manolete e a sua apaixonada e tormentosa história de amor.
«Manolete» estreou nos Estados Unidos a 7 de Junho de 2011 e no Reino Unido a 23 de Agosto de 2010 e apresenta-se amanhã no nosso país vizinho com 75 cópias, podendo ser visto em todas as províncias e praças mais importantes de Espanha, entre as quais Córdoba, a cidade natal do diestro.
Recordamos que em Espanha têm proliferado obras cinematográficas sobre a temática da tauromaquia ou com referências a ela, de que são exemplo:
Blancanieves (filme de Pablo Berger); Hable com Ella (de Pedro Almodôvar); Matador (de Pedro Almodôvar); Sangre y Arena (de Blasco Ibáñez); Valentino (de Fred Niblo); Ni sangre ni Arena (paródia sobre Cantinflas); El último Cuplé (drama romântico); Fray Torero (de Sáenz de Heredia); La becerrada (de José Maria Forqué); Solo los dos (com Palomo Linares y Marisol); Sangre en el Ruedo (de Rafael Gil); El relicário (de Rafael Gil); Chantage a un torero (de Rafael Gil); Tarde de toros (de Ladislao Vadja); Mi tío Jacinto (de Ladislao Vadja); La vaquilla (de Luis Berlanga); Jamón, Jamón (com Penélope Cruz); Nadie hablará de nosostras cuando hayemos muerto (de Agustín Yanes); ou Belmonte (de Achero Mañas).
Em Portugal, onde a temática tem sido menos explorada nos últimos anos, mas encontramos entre outros, títulos como:
Sol e Toiros (em 1949 realizado por José Buchs com a participação de Manuel dos Santos); Ribatejo (de Henrique de Campos com a participação do maestro Diamantino Vizeu, Simão da Veiga e Manuel Conde); Sangue Toureiro (primeira longa metragem portuguesa de ficção a cores com o maestro Diamantino Vizeu do ano 1958); ou A Severa (baseado na obra de Júlio Dantas).
