Podíamos descrevê-lo como um jovem forcado corajoso e destemido, a quem o infortúnio lançou numa cadeira de rodas. Mas estaríamos a retratar uma não verdade tamanha, face à realidade deste miúdo sonhador, como ele próprio se define. É de facto um miúdo, é sonhador, teima em realizar os seus sonhos e sugere que a par dele a solidariedade seja partilhada com outros que igualmente necessitam, criou novos projectos, desenhou novos objectivos para o futuro e trabalha com afinco na reconquista das suas faculdades… até fica aqui mal o pormenor da cadeira de rodas!!!
Nuno, a Moita é indiscutivelmente uma das regiões mais aficionadas do nosso país. Foi a Moita que fez de si um forcado?
Sim, sem dúvida. Penso que o sítio onde nascemos tem muito a ver com o caminho que vamos seguir e eu ao nascer na Moita, e estando a Moita ligada à Festa era inevitável que o meu percurso se cruzasse com a Festa. Noutras localidades os miúdos brincam a jogar a bola por exemplo, mas eu quando era criança na Moita brincava-se aos toiros aqui no largo, é preciso não esquecer que a Moita tem uma forte tradição com feiras onde há corridas e largadas todos os dias. É uma terra onde mesmo quem não é aficionado, simpatiza com a Festa.
Muitos rapazes encaram a actividade do moço de forcado como uma diversão, mas apesar do convívio que se gera a essência não passa apenas por aí. Que significado teve para si chegar fardado à Benedita no ano de 2005?
Eu quando me fardo na Benedita em 2005, foi a primeira vez que peguei pelo Aposento da Moita, até então já me tinha fardado pelo outro grupo da Moita.
São momentos que não nos saem da cabeça e ficam na nossa memória para o resto da vida, se calhar na altura não damos tanta importância a esses momentos mas mais tarde verificamos o quão importantes eles foram, neste caso, na minha vida enquanto forcado. A Benedita recordo-me perfeitamente, foi aí que começou o meu percurso no Aposento da Moita e do qual estou muito orgulhoso.
Assumindo que 2012 foi apenas um interregno, como descreve o seu percurso de 2005 a 2012?
Como em tudo na vida, há uma escada que temos de subir até chegarmos a um certo patamar, lembro-me perfeitamente dos anos em que comecei a pegar mais e a fazer parte da “linha da frente”. Foram uns anos bastante gratificantes, também com lesões pelo meio, porque quando chegamos a um determinado patamar começamos a pegar outro tipo de toiros que nos podem provocar outro tipo de lesões, mas foram uns anos dos quais me orgulho bastante ainda que nos forcados seja difícil manter sempre o mesmo nível da ano para ano.
No entanto, julgo que seja o objectivo de todos os forcados melhorar de ano para ano, adquirir mais experiência para estar sempre melhor. Dentro do grupo há sempre competição, uma competição saudável, porque obviamente que quando há corridas boas todos querem pegar e normalmente é aí que se nota essa competição de forma renhida, tal como haverá no futebol e noutras actividades. Penso que para um grupo de forcados é um sinal positivo se existir essa competição, pois só demonstra motivação e vontade de pegar.
Do formidável percurso que vem desenhando, qual foi a actuação que lhe encheu o peito?
Tenho várias que me vêm à cabeça, mas talvez uma delas seja no ano de 2012. Foi uma pega na corrida de Abiúl, a um toiro Teixeira com seiscentos e poucos quilos, em que o António Telles apenas crava dois ferros e sai, toda a gente pensou que fosse trocar de montada mas não, deixou o toiro apenas com os dois compridos e não voltou à arena. O meu cabo olhou para mim e disse:”Nuno, tens que ir tu ao toiro!” Eu entro em praça com o publico a assobiar para que não pegasse o toiro, um barulho ensurdecedor, tinha os nervos à flor da pele, mas correu tudo lindamente e será certamente uma pega que me vou recordar o resto da vida.
Um cabo é um líder, que motiva, impõem e decide. Como é aceitar as decisões do cabo quando há discordância?
Julgo que isso é como tudo o que se passa na vida, no emprego com o patrão ou no futebol com o treinador também acontece certamente. A única coisa que temos de fazer é estar ao lado dele, se é líder é porque foi eleito para tal, independentemente das suas decisões. Há que apoiá-lo quando pensamos que está certo ou menos certo, podemos dar a nossa opinião mas líder é isso mesmo, significado de liderança como tal há que seguir o líder.
Nuno considera que teria perfil para liderar um GFA?
Há certos assuntos em que se calhar não pensamos. Noutras actividades da minha vida liderei, nos forcados não, nunca pensei nem nunca ambicionei essa posição. Mas talvez por já ter sido Presidente da Associação de Estudantes, ou Presidente da Comissão de Praxes, onde é preciso assumir uma liderança para coordenar diversas pessoas, talvez por aí tenha alguma aptidão. Também pratiquei muitos anos desporto federado, tanto rugby como futebol e cheguei a ser capitão de equipa, talvez daí o perfil de líder.
Pegar um toiro pode ter muitas repercussões, desde o triunfo à tragédia. Hoje daria algum conselho em especial aos seus colegas que se entregam a esta sorte?
Não, diria hoje o que disse antes. Se é para andarmos cá, é para sermos os melhores, porque é o que nos distingue uns dos outros. Nesta arte dos toiros, quer se seja forcado, cavaleiro ou bandarilheiro tem que haver uma entrega, uma paixão muito grandes. É algo que tem de se fazer com amor, e quando há entrega isso chega ao publico e fará com que andemos mais contentes e mais satisfeitos com o que fazemos. Na arte dos toiros, não podemos andar só por andar, assim as coisas não vão correr bem.
O que lhes diria é que tem que haver entrega e empenho, só isso.
É inevitável que se fale do seu acidente, desculpe-me. Descreva-me como correu a sua noite de 30 de Agosto de 2012, até ao momento em que o Tiago o indicou para a cara?
Foi uma noite normal, uma como tantas outras. Os forcados são muito de superstições e tanto os meus colegas como colegas de outros grupos, incluindo cabos, perguntaram-me se nesse dia eu teria notado algo diferente e eu não me recordo de nada em especial, a única coisa que posso dizer é que nesse dia sentia-me um pouco mais saudosista do que o habitual. De resto fiz tudo como fazia, estive a dormir à tarde, acordei perto da hora de sair, fiz a mala e encontrei-me com os meus colegas às oito horas.
O nosso grupo tem um leque de forcados muito bom, mas temos sempre a ambição de sermos nós a pegar, o cabo, Graças a Deus, pode contar com muitos bons forcados para pegar. Mas sim, era possível que eu pegasse nesse dia, tanto que assim aconteceu.
Tendo este episódio decorrido numa corrida transmitida pela TV, o Nuno foi anunciado por um dos magnos da nossa tauromaquia, o Dr. Vasco Lucas, como a estrela do grupo no momento. Sentia-se uma estrela?
Não gosto de ver as coisas nessa perspectiva, por uma razão, porque no mundo dos toiros, que é muito ingrato, hoje somos bestiais amanhã somos bestas, num dia temos palmas no outro assobios. A mim aconteceu-me algumas vezes isso mesmo, uns dias estive bem outros menos bem, porque somos pessoas como todas as outras. Penso que seria hipócrita dizer que não conheço o meu valor, devemos ter sempre consciência do nosso valor seja ele bom ou mau. Eu não gosto de ser um falso humilde e sei reconhecer que se as coisas vão correndo bem é porque temos valor, mas não nesse aspecto de estrela, não gosto de ver as coisas dessa forma.
Criando aqui um cenário do antes/depois, diga-me: Antes, e frente ao Dominador, esse Infante da Câmara que o derrotou mas não o dominou, como é que se sentiu?
Nesse dia lembro-me perfeitamente que me sentia bem, sentia-me bem de frente para o toiro. Estava a passar uma excelente fase e sentia que tudo estava a correr bem, estava a mandar no toiro, estava confiante, mas as coisas acontecem de uma forma que não tem explicação.
Posso dizer que estava 100% confiante, ia para o toiro para o pegar.
E depois, o recuperar dos sentidos e a percepção da sua condição?
Estive sempre consciente, tive percepção da minha condição física no exacto momento.
Logo no momento em que me tento levantar e o meu corpo não responde associei ao facto de ter sentido o meu pescoço a estalar, não houve dor, tudo sucedeu muito rapidamente e eu senti desde logo que o meu corpo se tinha desligado completamente dos pescoço para baixo.
Estive sempre acordado até à intervenção cirúrgica, que só aconteceu no dia seguinte.
Mantive sempre a conversação com as pessoas que estavam comigo, na praça e na enfermaria, eles iam perguntando constantemente o que estava a sentir, tudo para que não perdesse os sentidos. Até no próprio hospital, fui sempre mantido acordado forçosamente, ao fim de vinte horas estava exausto e queria adormecer, mas só quando entro no bloco operatório e na sequência da anestesia finalmente dormi. Acordo passado umas horas e fui informado que a operação correu bem. Mais tarde, a partir das ressonâncias magnéticas deu para perceber que de facto a operação correu bastante bem, embora saibamos que a medicina não faz milagres, aquelas primeiras horas são fundamentais para a recuperação futura.
Todo este episódio se assemelha a uma história fantasiada, em que … “depois o menino tinha muita força de vontade e conseguia recuperar de forma notável.” De facto, o que transparece é que o seu acidente foi apenas um episódio na sua história de vida, e que não foi de todo um fim. Tem noção da sua capacidade de reconquista e da motivação que gera à sua volta?
Como é óbvio nós próprios temos sempre uma visão diferente das coisas. A única coisa que faço, é manter-me eu próprio. Naturalmente, manter esta postura pode ter coisas boas e menos boas. Lembro-me de quando estava internado nos cuidados intensivos, o meu único medo era que deixasse de ser eu próprio, que ficasse fragilizado psicologicamente e que perdesse o meu carácter. Graças a Deus mantenho-me intacto, mas a minha maior virtude é também o meu maior defeito que é a teimosia, e a teimosia é boa para o bem e para o mal. Obviamente que já fui julgado pela minha teimosia, mas não posso mudar porque é isso que me mantém vivo e é isso que me faz lutar pelos meus sonhos. Doa a quem doer, não posso mudar, sou fiel a mim próprio.
Partilhe connosco o que conseguiu recuperar neste primeiro ano?
Bom, tendo em conta que do pescoço para baixo não mexia absolutamente nada, tinha muita dificuldade em rodar o pescoço, o que me obrigava a olhar sempre em frente. Actualmente, consigo rodar o que me trás uma liberdade enorme mesmo a nível de visão. Era impensável eu estar a conversar com as pessoas e olhar para alguém que estivesse sentado ao meu lado, ou chegar alguém para me cumprimentar e eu ver que esse alguém se aproximava, isso não acontecia.
Outra questão são os movimentos dos braços, que fui adquirindo e me trazem alguma independência como seja, tocar na cara, mexer no telefone, navegar na internet e outras coisas semelhantes das quais estive privado cerca de um ano e agora ao conseguir conquistar estas faculdades conquistei também mais independência, o que me faz sentir mais confiante e mais próximo daquilo que estou habituado a ser.
De facto, o movimento de braços foi uma boa recuperação embora não seja ainda aquilo que eu quero mas recuperei bastante, lembro-me da primeira vez em que acordei mexia apenas os ombros e mal. Houve também uma evolução ao nível da sensibilidade, neste momento sinto o corpo todo.
Posso dizer que aquilo que já adquiri foi um avanço brutal, só o facto de conseguir estar em contacto com o mundo exterior através do telefone, é uma libertação.
Quais formam para si os principais alicerces?
Como é óbvio o meu principal alicerce foi a minha namorada. Sempre me apoiou, esteve todos os dias comigo no hospital, foi um grande alicerce naquela fase em que tudo é uma incerteza, onde há medos, onde nos sentimos limitados porque estamos internados e não sabemos o que se está a passar no mundo lá fora.
Depois, todos os meus amigos, tenho amigos que sei que são para a vida.
As coisas por vezes não são bem o que parecem, é óbvio que não há aquela imensidão de gente à minha volta, isso foi muito no início como é natural. Mas tenho um grupo de amigos fiel, que sei que aconteça o que acontecer eles vão estar sempre comigo, da mesma forma que eu estou sempre com eles. É inevitável, esses sim são o meu principal apoio.
Como nasceu a Associação Nuno de Carvalho, e em que consiste?
Esta Associação inicialmente foi criada na tentativa de dar resposta aos apoios que me chegavam, nomeadamente das empresas que me queriam ajudar e não o podiam fazer a titulo individual, então foi criada a Associação para facilitar essa questão. À medida a que me vou inteirando e que as coisas vão evoluindo, quero que a minha Associação possa ajudar outras pessoas na mesma situação que eu, que devido a não terem uma exposição mediática têm apoios menores. Nesta fase ainda não foi possível avançar com o projecto da forma que eu gostaria por vários motivos, um deles é a minha própria vida que ainda não está estabilizada o que torna dificil focar-me nos problemas de outros quando os meus ainda não estão resolvidos.
Espero em breve ter um conjunto de assuntos tratados por forma à Associação poder avançar, o que me parece estar bem encaminhado.
Warrior é uma marca ou um estado de espírito?
É um estado de espírito que passou a uma marca. Era um termo que muitas pessoas me aplicavam já antes do acidente. Depois do acidente, quando surge aquela imensidão de gente com palavras de apoio que me chegavam de várias formas, começa a notar-se que uma das palavras mais aparece é precisamente warrior/guerreiro. Daí que, quando se pensou numa marca pensou-se na palavra warrior, lá está, como estado de espírito.
É uma forma de estar, a forma como encaramos a vida, a forma como encaramos os problemas.
Costumo dizer que não é evitando os problemas que eles se resolvem, temos de os enfrentar de caras, caso contrário parece que desaparecem mas mais tarde voltam a aparecer.
Passado um ano ainda há muitas frentes mobilizadas para apoiar, como se pode contribuir?
Inicialmente apareceram muitas iniciativas, às quais estou bastante grato. Neste momento a forma como se pode contribuir é monetariamente através da conta bancária da Associação, para o NIB 0010 0000 4925 9370 0019 3 ou IBAN: PT50 0010 0000 4925 9370 0019 3.
Através do perfil criado no facebook para a ASSOCIAÇÃO NUNO DE CARVALHO “MATA”, é também possível adquirir as camisolas, que as pessoas vêm, pedem e nós enviamos via correio à cobrança.
Relativamente às tampas, inicialmente foi uma onda que se gerou de entrega de tampas que surtiu um bom efeito, embora não tenha o efeito que as pessoas pensam. Uma tonelada de tampas representa €70, e por vezes as pessoas para entregar um garrafão de tampas despendiam mais dinheiro em combustível que o valor das próprias tampas, tendo em conta que um garrafão de tampas valerá cerca de €0,01. Há toda uma logística em torno das tampas que não compensa o valor que este material vai gerar, a recolha, o armazenamento, a entrega…enfim. Não nos podemos esquecer que eu em nada podia colaborar, tinha que contar com os meus amigos para tudo, arrumação, transporte, armazenamento…tudo. O que eu disse e continuo a dizer às pessoas que têm vontade de contribuir com as tampas, é que entreguem nos bombeiros ou outras entidades que as recolham porque além de mim há outras pessoas que podem ser ajudadas, inclusive eu próprio dei muitas das minhas tampas com o intuito de beneficiar pessoas que precisam tanto ou mais do que eu, como uma rapariga daqui da Moita que também está numa cadeira de rodas.
Só para ter uma ideia, tive uma amiga minha que se disponibilizou a ceder um espaço na sua quinta para guardar as tampas, tivemos dias em que os sacos das tampas eram atirados para a frente dos portões e chegámos a acumular 500kg por dia, o que era uma logística insuportável, eram precisas cerca de quarenta pessoas todas as semanas. Quero aproveitar para agradecer aos escuteiros da Moita, que foram muitas vezes ajudar de forma incansável.
Chegou a um ponto em que eu próprio não queria estar a abusar das pessoas, até porque contas feitas o lucro não justificava todo o trabalho que se tinha.
A propósito deste tema, gostaria de pedir que a solidariedade de todos não fique focada apenas numa ou duas pessoas, há muito mais gente a precisar de ajuda e por isso sugiro que contribuam junto de entidades que possam ajudar várias pessoas que necessitem.
Estão certamente pensados outros objectivos para o futuro. Quer revelar novos projectos?
Sim, posso revelar alguns. Tenho vários projectos um deles é avançar com a marca de roupa, evoluir com uma marca que vá para além da história do forcado e que transcenda o mundo da tauromaquia. Esta ideia surgiu porque, a determinada altura havia pessoas que não tinham nada a ver com os toiros e manifestaram interesse em comprar umas camisolas que viram na internet. Há uma veia de criatividade e design que vem merecendo alguma atenção, até porque o meu curso é Gestão de Marketing daí essa minha vontade, há que encarar os problemas como oportunidades.
Tenho outros projectos que para já não posso revelar, mas posso dizer que passam por acabar o meu curso que ficou interrompido no segundo ano devido ao acidente.
Outra possibilidade, e muito devido a tudo o que me aconteceu, seria fazer a licenciatura em psicologia, começa a ser um dos meus principais objectivos também.
Mas cada coisa a seu tempo, agora estou mais focado na minha recuperação.
Sendo uma pessoa assumidamente católica, deixou de crer, perdeu a sua fé?
A certa altura perdi. Passaram-se momentos que são impensáveis, que as pessoas não imaginam sequer, e ainda bem que não imaginam. Passaram-se momentos de angustia em que sentimos que fomos abandonados por Deus e aparece a pergunta: “Porquê nós?”, esta pergunta aparecia constantemente quando estava internado, “entubado”, ligado ao ventilador sem conseguir respirar… “Porquê? Porque é que não morri?”
Estaria a mentir se lhe dissesse que a nossa fé não é abalada, é. Sentimo-nos sós, não podemos ter fé quando não sentimos qualquer tipo de apoio, quando sentimos “que fomos abandonados por Deus”.
Mas, Graças a Deus a minha fé foi-se restaurando a pouco e pouco e neste momento já fiz as pazes com Deus.
Há uma coisa curiosa, e para mim faz muito sentido, que é uma das minhas orações que trazia sempre na minha farda e lia antes de pegar; “As pegadas na areia”, qualquer coisa como:
“Senhor, sonhei que estávamos caminhando na praia lado a lado. Mas de repente, vi só umas pegadas.
Perguntei:
– Senhor, porque me abandonaste?
Ao que o Senhor responde:
– Meu filho, no dia em que viste apenas umas pegadas na areia, foi precisamente o dia em que te levei nos meus braços.”
Mais tarde, tudo volta a fazer sentido, quando nos apercebemos que nos aconteceu uma coisa do outro mundo e mesmo assim há alguém que está pior do que nós.
Há sempre uma explicação para tudo, nada acontece ao acaso.
Quem é Nuno de Carvalho?
O Nuno de Carvalho é um miúdo sonhador, que se mantém igual a si próprio. Era um miúdo que tinha o sonho de ser forcado e conseguiu tornar esse sonho realidade.
O Nuno é uma pessoa sonhadora que tenta viver todos os seus sonhos, este sou eu. Não sou uma pessoa mais forte nem menos forte, sou eu, sou assim um miúdo sonhador.
Ana Paula Delgadinho
