
José Luís Gonçalves despede-se hoje na Monumental do Campo Pequeno. O seu nome começou a ser falado desde o Concurso à Procura de Novos Toureiros realizado no Campo Pequeno no ano de 1982. Posteriormente, debutou com picadores, a 22 de Setembro de 1990 na localidade de Azuqueca de Henares (Guadalajara), com novilhos de Los Eulogios, com Niño de Leganes e Manuel Montoya. Mais tarde, tornou-se o 29.º Matador de Toiros português. Recebeu a alternativa no dia 19 de Março de 1994 na praça de toiros de Badajoz, tendo como padrinho Juan Mora e testemunha Finito de Córdoba. O toiro da sua alternativa chamava-se “Artista”, era um burraco marcado com o N.º 35 da ganadaria de Cebada Gago. Nesse dia, escutou ovação no primeiro do seu lote e passeou uma orelha com petição no segundo. A confirmação em Madrid aconteceu no dia 29 de Maio do mesmo ano, com toiros de Murteira Grave, tendo Mariano Jiménez como padrinho e Luís de Pauloba como testemunha. José Luís Gonçalves não conseguiu ser Figura do Toureio, mas foi sem dúvida o matador de toiros português que melhor toureou. A propósito, recorde-se as palavras de Vicente Zabala no ABC, aquando da sua apresentação em Las Ventas como novilheiro em 1992: El angoleño Gonçalves torea como si hubiera nacido en Triana!
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Fonte e Fotos: Revista NOVO BURLADERO
