Os ‘Open Day’ são um conceito que se tem ingerido na nossa cultura, são os dias de porta aberta que tanto escolas como empresas fazem para se darem a conhecer aos seus potenciais clientes. Já há alguns anos que este conceito tem vindo a ser implementado em Espanha, e o ano passado a primeira praça do País aderiu, de certo modo, com a brilhante iniciativa do Bullfest. Este ano, a 28 de Abril, haverá algo semelhante, talvez aproveitando o que maior sucesso teve no Bullfest; e o Campo Pequeno vai abrir as suas portas, gratuitamente, portanto, para uma jornada didáctico-taurina.
Haverá o indispensável toureio de salão, que todos poderão experimentar e treino de forcados com tourinha, para que também possa ser uma experiência para todos, supervisionada pelo Grupo de Forcados Amadores de Lisboa.
Disputar-se-á um concurso de toureio de salão, nomeadamente a sua final, após duas eliminatórias a decorrer nos dias 21 de Abril na praça do Montijo e a 22 de Abril, na praça da Chamusca. Esta é uma iniciativa denominada Vem Tourear, onde já estão inscritos participantes, desde os 6 anos, de todas as escolas de toureio do País.
A fechar a jornada, haverá uma novilhada, com o custo de 10 euros cada bilhete, onde se poderá disfrutar e apoiar os jovens aspirantes a figuras do toureio.
Ao longo do dia haverá ainda um insuflável taurino para os mais pequenos se divertirem.
No Bullfest – e sem querer comparar, mas apenas para recordar um dos pontos altos desta jornada de Fevereiro de 2017 – houve algo que ‘esgotou’ muito rapidamente, que foi o visionamento de um filme. Creio que teria sido uma opção muito interessante para este dia de portas abertas da praça lisboeta. Outra coisa que muito me aprazeria ver, mais complexa mas com um papel relevante no subtil papel pedagógico de toda esta iniciativa, seria a realização, em paralelo das restantes actividades, de uma palestra meramente explicativa daquilo que é o toureio. Poderia mesmo ser feita em vídeo, e manter-se em ‘loop’ durante todo o dia numa determinada área. Antigamente existiam panfletos a explicar as sortes, para que os que nunca tinham visto uma corrida, pudessem acompanhar e perceber o que viam. Seria, portanto, uma espécie de ‘libretto’ de uma ópera, mas adaptado não só à modernidade de uma apresentação num ecrã, como também preparado para mostrar a razão cultural da tauromaquia no nosso País. Seria um projecto interessante de implementar, num dia que me parece fulcral para o futuro da tauromaquia nacional e não só!
Sílvia Del Quema
