Na passada sexta-feira foi votada e aprovada por maioria a declaração da Tauromaquia como Património Cultural Imaterial do Município da Azambuja.
Os únicos votos contra que se contabilizaram na Assembleia Municipal partiram dos “habituais” Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português, dos quais o primeiro assentou a sua posição na recusa em aceitar a utilização de fundos camarários para o patrocínio de corridas de toiros profissionais, num ano de crise financeira.
À posição assumida pelo BE, o Presidente chegou mesmo a afirmar que não admitia que o partido se colocasse numa posição de “inquisidor cultural”.
«Dois pesos e duas medidas» utilizadas pelo declaradamente anti-taurino Bloco de Esquerda ao sustentar as suas posições sobre a economia do país:
Veja-se que exactamente no mesmo dia em que decorreu o debate municipal em Azambuja um redactor do diário económico espanhol La Expasión dava a conhecer que segundo o Instituto Nacional de Estatística e dados governamentais, o turismo espanhol lucra cerca de 700 milhões de euros anuais com as corridas de toiros.
Por outro lado, hoje, em declarações à RTP a propósito do aumento do IVA na restauração, a coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins, declarou que “não se pode tolerar” que “se continue a destruir assim a economia e um sector com tanta mão-de-obra num país com tanto desemprego”, lembrando ainda que a restauração faz parte do turismo, um sector importante para a economia do país.
