2019 iniciou-se com uma contagem pesadas de novas estrelas na constelação taurina, mas que se mantém na terra, precisa de prosseguir viagem ante essa mirada companheira que nos deitam os amigos que partiram. E a 1 de Fevereiro abriu a temporada, debaixo da tempestade Helena, com momentos taurinos importantes ainda em Janeiro. Para mim, a abertura da nova temporada começa – fora da arena – antes de Mourão, com as entregas de troféus que se vão multiplicando ao longo do defeso. Havendo uma que não posso deixar de sublinhar, que é das mais recentes e, ao mesmo tempo, das mais marcantes. Refiro-me aos troféus O Picador.
Logo em Janeiro reencontramos a nata taurina na Nazaré, numa cerimónia com pompa e circunstância, como se impõe. Dos três anos destes troféus, creio que este foi o ano melhor em termos de cerimónia. Os premiados têm sido todos os anos de gabarito, e este não foi excepção.
A tertúlia nazarena entregou muitos troféus, com Maurício do Vale como anfitrião, apresentando prémios e premiados, durante um agradável jantar que se prolongou pela noite dentro. Foram chamados ao palco: Ester Tereno, Bernardo Patinhas, Tertúlia Tauromáquica Eborense, José Peseiro, Joana Petiz, Amigos de Vila Boim, Marco Gomes, João Vasco Lucas, João Cortes, Carlos Teles ‘Caló’, Ricardo Chibanga, Forcados de Monsaraz, Forcados de Coruche, Diogo Peseiro, João Pedro Oliveira, Cláudia Almeida, Soraia Costa, António Prates, João Ferreira, Nuno Casquinha, Ana Batista, António Teles, João Moura Caetano, Monte Cadema, Pinto Barreiros, São Torcato, Helder Nunes, António Albarran, Cristina Sanchez, Burladero e a Escola de Toureio da Moita.
Estes prémios resumem a temporada e são um alento para a que aí vem, é esse o espírito que a Festa precisa com tanta tristeza que houve no início de 2019, com as perdas, sempre irreparáveis, que a Festa teve.
Agora que temos a temporada aberta, os cartéis já começam a aparecer nas notícias, umas mais certeiras do que outras, lá vamos fazendo a agenda. Para já, o horizonte pode facilmente pender para Olivenza, uma feira de grande categoria às portas de Portugal e que conta com figuras como Diego Ventura, Juli, Ponce ou Morante. Por estes quatro, já a tenho na agenda. Em Portugal, o grande arranque da temporada, mais do que Mourão ou Granja, vai fazer-se no dia 23 de Fevereiro, no Campo Pequeno, com aquilo que há uns tempos se chamou de Bullfest, mas que deixou o anglicanismo para ser o Dia da Tauromaquia (era bonito ver um dia nacional da tauromaquia ser instituído! Fica a deixa…).
Além do festival que tem um cartaz de peso, tanto a pé como a cavalo, estando presentes muitos dos que mais brilharam na ribalta de 2018, a actividade começa logo pelas 10 da manhã, com iniciativas de todos os tipos taurinos, dentro e fora da arena. Como já tinha acontecida, haverá insufláveis, capotes e muletas infantis, baptismos equestres, demonstrações de artes taurinas, como o correeiro, o embolador ou o alfaite; além de exposições de trajes, jogos infantis, demonstrações de toureio a cavalo e pegas com explicação ao vivo; o toureio de salão e treino de pegas à torinha como demonstração e aberto a quem queira testar-se, explicações do que é uma tourada para crianças, uma aula sobre História da Tauromaquia…
São estas as iniciativas que verdadeiramente abrem o ano taurino e que verdadeiramente fazem o futuro da Festa Brava.
Sílvia Del Quema
