Com meia casa forte e nuvens ameaçadoras, realizou-se este domingo a IV CORRIDA DE TOIROS DA PERA ROCHA DO OESTE que tinha como principal atrativo a alternativa de Filipe Ferreira.
Lidaram-se 6 toiros Passanha a deixarem-se no global com destaque para o 5º. Para o amador, saiu um garraio de Stª. Maria que deu bom jogo.
Joaquim Bastinhas concedeu a alternativa de cavaleiro profissional a Filipe Ferreira. Passado o nervosismo inicial, o cavaleiro teve uma lide asseada frente a um toiro excelente. A série de curtos foi em crescendo para alegria dos seus conterrâneos.
Pelos Amadores de Alenquer que pegavam em solitário foi à cara o cabo David Vicente que consumou ao primeiro intento. Volta para cavaleiro e forcado.
Joaquim Bastinhas lidou o segundo da tarde e deixou bem patente o bom momento que atravessa e o público sublinhou com fartos aplausos. Terminou a sua atuação com um ferro de palmo e um bom par de bandarilhas.
Volta com o forcado Carlos Miguel que se fechou bem ao primeiro intento.
Marco José jogava em casa. Levou a cabo uma atuação na linha do que se tem visto esta época terminando a sua função com um ferro de violino e um palmito de bom efeito.
Volta à arena com o forcado Diogo Trindade que ao primeiro intento realizou rija pega
A Sónia Matias tocou um toiro manso e complicado. Cravou apenas um ferro comprido. Na série de curtos mostrou toda a sua madurez e sentido profissional. Terminou com um bom ferro em sorte de violino. Jaime Mendes executou uma pega ao primeiro intento e acompanhou a cavaleira na volta à arena.
Como ” não há quinto mau”, o Passanha que saiu à arena era bravo e nobre, qualidades que Pedro Salvador aproveitou da melhor maneira. Três bons compridos e uma série de curtos com batidas ao piton contrário levaram o publico ao rubro. O toiro crescia e Pedro mostrou moral e completo domínio das montadas. Um triunfo que certamente o vai moralizar para dar um salto qualitativo na sua carreira.
Cavaleiro, ganadeiro e o forcado André Laranjinha deram aclamada volta à arena.
Gilberto Filipe Lidou um toiro reservado que não lhe deu facilidades. Esteve bem. O recente triunfo no Campo Pequeno deu-lhe “alma” e isso notou-se claramente. Terminou com um violino e um palmito de belo efeito. Merecida volta com o forcado Telmo Ribeiro que pegou ao segundo intento.
Fechou a corrida o amador Francisco Parreira frente a um eral de Stª Maria. Dois bons compridos foram o mote para uma boa atuação. Sentem-se progressos. Toureiro a ter em conta. É elegante a montar e tem vontade de fazer as coisas bem. Bom pormenor da saída da arena como mandam as regras: a recuar. João Rocha pegou à primeira e deu volta com o cavaleiro.
Quanto à direção de corrida, não se deu por ela o que significa (claro!), bom trabalho.
O MELHOR: A boa atuação de Pedro Salvador, a afición dos elementos da Confraria da Pera Rocha que em boa hora patrocina esta corrida anual.
O PIOR: O péssimo estado da arena com excesso de areia e a presença no momento (intimo) da cerimónia de alternativa, no meio dos dois cavaleiros, de um elemento que ali não deveria estar.
Pró ano há mais
A. J. T.
