“El futuro de la fiesta está asegurado si somos capaces de organizarnos y de velar por su integridad”.
O empresário José Cutiño, participou nas conferências/colóquios que se organizam todos os anos no prestigioso Clube Taurino de París.
Esta agremiação conta actualmente com uma centena de sócios aficionados que percorrem uma boa parte das principais feiras taurinas de Espanha.
Fazem parte deste clube intelectuais de uma talha importante em França, como é o caso de Jean-Pierre Hédoin, actual presidente, o filósofo Francis Wolff ou o Catedrático da Universidade de La Sorbona, Araceli Guillaume-Alonso.
José Cutiño ofereceu uma visão positiva da festa de touros, baseada na “a afición, a ilusão, o trabajo e em cuidar de todos os detalhes”.
Sobre o futuro imediato da festa: “Contamos com grandiosas figuras do toureio, novilheiros importantes, ganaderías que atravessam um grande momento e grandes aficionados e por isso o futuro da festa está assegurado, se formos capazes de nos organizar e de velar pela sua integridade”.
Os membros do Clube Taurino de París perguntaram ao empresário durante quase duas horas por a formula de configurar as feiras, a contratação das figuras ou das dificuldades na hora de colocar todos de acordo.
Também perguntaram como é a relaçao entre os toureiros e as empresas depois das declarações da ANOET.
Ao que Cutiño respondeu: “A empresa deve formar uma equipa em comum com os toureiros porque ao fim e ao cabo, o que interessa é o público”. “Os verdadeiros protagonistas da festa são os toureiros, porque nenhum empresário leva gente à praça”.
Isso sim, tem claro que “a maneira de sentir e de viver o toureio do empresário, imprime personalidade à praça que gestiona e está obrigado a conhecer os gostos dos aficionados de cada praça”.
José Cutiño ainda sublinhou, “como nos seus inicios ás ordens de Espartaco, serviram-lhe na sua carreira para entender e respeitar os toureiros”.
A origem deste grupo de aficionados remonta a 1947, quando um grupo de intelectuais nascidos na sua maioria no sul de França, decidiram iniciar a actividade do Clube Taurin de París motivados por a sua paixão ao mundo do touro.
Colocaram como objetivos: compartir sua afición á tauromaquia pela impossibilidade que tinham para ver corridas em España durante o período da Guerra Civil e na Segunda Guerra Mundial; conseguir criar un grupo de aficionados para poder viajar por Espanha, que vivía asilada por causa da sua situação política; e aprofundar o estudo do mundo taurino através de encontros entre distintas disciplinas humanísticas.
Os fundadores do Clube Taurino foram os doctores Henri Ey e Jacques Paraire, ambos nascidos na Cataluña.
Entre os membros mais destacados do clube ao largo da sua história, destacam-se “Picasso” e também o pintor Roger Wild, os escritores René Char, Jean Paulhan, o antropólogo Roger Caillois e o sociólogo Jacques Soustelle.
Entre os críticos taurinos que pertenceram a este Clube de París destacam-se os nomes de Henri de la Casiniere (Don Enrique), Auguste Lafront (Paco Tolosa) e Claude Popelin.
